MASSADA: HISTÓRIA DA FORTALEZA NO DESERTO

Massada é uma fortaleza histórica localizada no deserto da Judeia, em Israel. É um local de grande importância histórica e cultural, sendo uma das principais atrações turísticas do país. Neste artigo, falaremos sobre a história de Massada, desde a sua construção até a sua redescoberta, além de falar sobre o turismo na área.

Introdução

Massada é uma das fortalezas mais famosas do mundo, com uma história fascinante que remonta há mais de dois mil anos. Localizada no topo de uma montanha no deserto da Judeia, é um dos locais mais impressionantes e emocionantes que se pode visitar em Israel.

MASSADA

O que é a Massada?

Massada é uma antiga fortaleza localizada no deserto da Judeia, em Israel. A fortaleza foi construída no século I a.C. e considerada um Patrimônio Mundial da UNESCO.

Por que é importante?

Massada é importante porque representa uma parte significativa da história de Israel e do povo judeu. A fortaleza foi o último bastião da revolta judaica contra os romanos, e a história da Massada é frequentemente citada como um exemplo de coragem e resistência.

História por trás da fortaleza no deserto

A história da Massada começa há mais de dois mil anos, quando a fortaleza foi construída por Herodes, o Grande. A fortaleza foi construída como um palácio, mas depois foi usada como um refúgio pelos judeus que se rebelaram contra os romanos.

Geografia da Massada

Localização da fortaleza

Massada está localizada no topo de uma montanha íngreme no deserto da Judeia, a cerca de 20 km a leste do Mar Morto. A fortaleza fica a uma altitude de 400 metros acima do nível do mar e cercada por falésias escarpadas, tornando-a quase inacessível.

A paisagem ao redor

A paisagem ao redor da Massada é desértica e árida, com uma vista impressionante das montanhas da Judeia e do Mar Morto. O clima é quente e seco durante a maior parte do ano, o que torna a visita à fortaleza desafiadora, especialmente durante os meses de verão.

Importância estratégica

A localização da Massada no topo da montanha era uma posição estratégica importante, pois permitia que os defensores vissem os inimigos se aproximando de longe. A fortaleza também era protegida naturalmente pelas falésias escarpadas, tornando-a quase impossível de ser invadida.

História da construção da Massada

Quem construiu a fortaleza

Massada foi construída pelo rei Herodes, o Grande, em 37 a.C. Herodes era um governante judeu que tinha uma relação conturbada com o povo judeu, mas foi responsável por muitas construções importantes em Israel, incluindo o Templo de Jerusalém.

Após sua morte, massada foi dominada pelos zelotes (grupo de judeus religiosos extremamente zelosos). Lá eles permaneceram por três anos, e não desejavam se curvar ante o Império Romano.

Quando foi construída

A construção da Massada começou em 37 a.C. sendo concluída em cerca de 31 a.C.

Arquitetura da fortaleza

A arquitetura de Massada é impressionante e projetada para ser tanto uma fortaleza quanto um palácio. A fortaleza inclui muros maciços, torres de vigia, cisternas para armazenamento de água e um palácio para o rei.

A vida em Massada

Quem viveu lá

Após a morte de Herodes, a Massada foi usada como um refúgio pelos judeus que se rebelaram contra os romanos. Cerca de 960 pessoas, incluindo homens, mulheres e crianças, viveram na fortaleza durante o cerco romano. Sendo mal vistos e rejeitados pelos romanos.

Como era a vida cotidiana

A vida em Massada era difícil, com condições áridas e extremamente quentes durante a maioria do ano. Os habitantes da fortaleza dependiam das cisternas para armazenamento de água e da agricultura para sobrevivência.

O que acontecia na fortaleza

Durante o cerco romano, os habitantes da Massada viveram em condições difíceis, lutando para sobreviver enquanto os romanos cercavam a fortaleza. Eventualmente, os romanos conseguiram invadir a fortaleza e os habitantes escolheram cometer suicídio em vez de serem capturados pelos romanos.

O cerco romano

O que aconteceu

O cerco romano da Massada começou em 73 d.C. e durou cerca de um ano. Os romanos construíram rampas para chegar ao topo da montanha e conseguiram invadir a fortaleza após construir uma torre de cerco.

Flávio Silva, que era um dos oficiais do general Tito, da décima legião, cercou a fortaleza no ano 72 d.C., impedindo a entrada e saída de qualquer pessoa. No entanto, encontraram resistência dos seus ocupantes, que jogavam pedras, óleo fervente e flechas, nos soldados romanos.

Depois de muitos meses, Flávio Silva resolveu fazer uma rampa para subir as máquinas de guerra rumo a fortaleza de massada. A obra iniciada com a força de trabalho dos próprios romanos não prosperou. O óleo fervente, pedras e as flechas atiradas pelos judeus atingiam diretamente os trabalhadores de Roma.

Para continuar a construção, Flávio Silva covardemente usou os escravos judeus aprisionados por Roma. Quando os moradores de massada viram que a obra continuava, e que agora, era construída pelos seus compatriotas, não usaram mais suas armas de defesa. Preferiram deixar o inimigo subir, do que matar seus próprios irmãos. Elazar Ben Yair, líder dos zelotes, disse:

“Meus irmãos, só nos curvaremos diante de Deus, o Todo Poderoso, jamais nos renderemos aos romanos. Preferimos a morte do que sermos dominados pelos inimigos”.

Elazar Ben Yair

Eles sabiam que os romanos tinham a prática de escravizar os dominados e estuprar suas mulheres e filhas. Isto era impensável e inaceitável por aqueles judeus zelotes.

Antes que fosse aberta uma brecha nas muralhas, dez dos seus homens guerreiros foram escolhidos pelo líder Elazar Ben Yair, para matar todos seus familiares e seus irmãos. Dos dez que sobraram, um deveria matar os nove restantes, e o último suicida-se.

Antes de colocar o plano em prática, colocaram fogo em tudo para provar que preferiram a morte do que ser escravos. Deixaram intactas a água e a comida, numa demonstração de heroísmo, e para provar que não morreram de fome ou sede.

Uma mulher e duas crianças esconderam-se para escapar da morte, testemunhou e relatou o ocorrido. Isto aconteceu no dia 15 do mês dia Nisan (abril) do ano 73 d.C.

Importância histórica de Massada

Como a história da Massada foi Preservada

A história da Massada foi preservada por Flávio Josefo, um historiador judeu que escreveu sobre o cerco romano da fortaleza. Suas obras ajudaram a preservar a história da fortaleza e sua importância para o povo judeu.

Significado para o povo judeu

A Massada é um símbolo importante para o povo judeu, que acredita que a resistência dos habitantes da fortaleza contra os romanos é um exemplo da luta pela liberdade e da recusa em se submeter a forças opressoras.

Visitando a Massada hoje

Como chegar lá

A Massada é acessível de carro ou ônibus, e muitos turistas escolhem visitar a fortaleza como parte de um passeio pelo deserto da Judeia.

O que Esperar ao Visitar

Ao visitar a Massada, os turistas podem explorar as ruínas da fortaleza, observar as cisternas para armazenamento de água e apreciar a vista espetacular das montanhas da Judeia e do Mar Morto. A visitação à fortaleza é geralmente feita durante as horas mais frescas do dia, para evitar o calor intenso.

massada

Considerações Finais sobre Massada

Massada, uma fortaleza quase impenetrável. Lugar para qualquer humano morar e se sentir seguro. Todavia, este local é testemunha dos horrores que ocorreram lá. Também, ainda hoje se pode contemplar e refletir neste monte a crueldade de uns, e a fragilidade de outros. E a certeza de que não existe lugar seguro aqui nesta terra. Os breves momentos de calmaria podem rapidamente se transformar em tormenta.  

Massada hoje é um lugar turístico, indo a Israel não deixe de visitá-la.

O exército de Israel treina seus soldados neste monte para fortalecer o físico, o psicológico e estimular a bravura.

Quando lançamos nosso olhar sobre este episódio, logo lembramos do Salmo 127.

Lugar seguro é somente junto ao Deus Eterno. Herodes construiu esta fortaleza e hoje ele é lembrado apenas na história. Contudo, o Eterno é o Autor e condutor desta mesma história.

Às vezes, o julgamento do homem é severo, injusto e longe da realidade vivida pelo outro. Matar é pecado, suicidar-se também. Eis aí o dilema, o que você faria diante de tal situação?

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ADILSON CARDOSO

Adilson Cardoso: Teólogo, Filósofo — Professor de Filosofia, Teologia, Hebraico e Grego.

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