Jejum aceito ou rejeitado por Deus – Como – quando jejuar

Jejum aceito? Jejum é bíblico? O cristão precisa jejuar? Qual o jejum correto? Quanto tempo, quantas horas e quantos dias deve-se jejuar para que ele seja aceito? O que autentica um jejum verdadeiro? É a abstenção de alimentos? E quanto ao jejuar total ou parcial, qual é correto? Abster-se de tecnologia (computador, celular e outros aparelhos) é certa esta forma de jejuar?

Jejum aceito

Quantas dúvidas e especulações acerca da prática de jejuar. Este artigo pretende levar o leitor para além do conhecimento do senso comum. Para uma reflexão bíblica e aproximar o máximo o cristão sincero que deseja levar a vida espiritual para junto do Verbo de Deus. Não ocuparemos em criticar ou validar este e invalidar aquele. Esta tarefa caberá a você leitor, decidir com a ajuda das ferramentas que apresentaremos aqui.

Muitas pessoas mencionadas na Bíblia jejuaram: Jesus Mt 4:2, o rei Davi (II Sm 1:12),  Ana (I Sm 1:7), Moisés Ex. 34:28, Ester, o rei Josafá e Esdras também uniram o povo e jejuaram. A cidade inteira de Nínive teve livramento através do jejum. Grandes homens da história jejuaram: João Calvino, João Knox, Finney e muitos outros. Os grandes avivamentos aconteceram depois de muito jejuar e oração.

O Eterno Deus criou o ser humano com a necessidade de ingerir alimentos para manutenção da vida. Comer é um dos prazeres da carne e produz sensação de alegria. Portanto, quando uma pessoa jejua, ela se abstém dos alimentos que é tanto uma necessidade quanto um prazer. E, como toda abstinência produz sensação de vazio pela falta. Falta que só pode ser preenchida por Deus, então, o jejuar faz-nos ligar e pensar no Eterno.

QUANDO E POR QUE JEJUAR?

Porque pelo jejum nos conectamos com Deus para recebermos as bênçãos espirituais, materiais, físicas, mentais e financeiras. Desde que não sejam para propósitos individualistas, egocêntricos e egoístas. Nossos fardos pesados são entregues a Deus para serem aliviados por meio do jejum.

JEJUAR NOS PERÍODOS DE GRANDES AFLIÇÕES

  • O povo de Israel vencia suas batalhas através da prática de jejuar. O Rei Davi demonstrou sua dor por Abner através do jejuar (II Sm 3:35). Também jejuou e pranteou quando seu filho estava doente (II Sm 12:16). O jejum é como um combustível que nos movimenta em períodos de grande aflição.

JEJUAR ANTES DE TOMAR DECISÕES ESPIRITUAIS

  • O próprio Senhor Jesus antes de começar seu ministério dedicou algum tempo na oração e para jejuar (Mt 4:2). A igreja primitiva tomou uma das mais importantes de suas decisões após jejuar At 13:2 quando o Evangelho seria levado para o Ocidente: 
  • “2 – E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”.  (At 13:2)

JEJUAR EM PERÍODOS DE CRISES NACIONAL

  • Sempre jejuar nos tempos de crises, sejam elas de caráter político, econômico, financeiro, religioso ou catástrofes naturais inesperadas que fazem toda a nação sofrer. Confiram como que o problema de Nínive foi resolvido Jonas 3:5-10:
  1. E os homens de Nínive creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até ao menor.
  2. Porque esta palavra chegou ao rei de Nínive, e levantou-se do seu trono, e tirou de si as suas vestes, e cobriu-se de pano de saco, e assentou-se sobre a cinza.
  3. E fez uma proclamação, que se divulgou em Nínive, por mandado do rei e dos seus grandes, dizendo: Nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem se lhes dê pasto, nem bebam água.
  4. Mas os homens e os animais estarão cobertos de panos de saco, e clamarão fortemente a Deus, e se converterão, cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos.
  5. Quem sabe se se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos?
  6. E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez.

JEJUAR PELOS NOSSOS PROBLEMAS PESSOAIS

  • Jejuar é dizer não ao próprio corpo. Quando jejuamos afirmamos que o estomago não é nosso deus (Fl 3:19). O jejum além de nos dar vitória sobre os desejos da carne, também, fortalece o espírito. Problemas espirituais, financeiro, desemprego, doenças, confusões… São mais facilmente vencidos com a prática do jejum. O jejum estimula a fé.
  1. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos, que só pensam nas coisas terrenas. (Fl 3:19)

PERIGOS DO JEJUM

  • Perigos do jejum de caráter físico: Há registros de pessoas que tiveram problemas de saúde por fazer jejum prolongado sem preparo. Somente aqueles que alcançaram maturidade espiritual e tem costume de jejuar com frequência, devem entregar-se a este tipo de jejum. O perigo de jejuar tomando medicamentos podem trazer consequências irreversíveis. Por exemplo: diabéticos e cardíacos não devem jejuar.
  • Perigos do jejum sobre a hipocrisia: nosso jejum não pode ter o objetivo de chegar aos olhos do mundo, mas aos ouvidos de Deus. É uma questão particular entre Deus e quem jejua. Quando alguém chama atenção para o fato de que jejua, está agindo errado. Vejam as orientações de Jesus:
  1. E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram o rosto, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
  2. Porém tu, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto,
  3. para não pareceres aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará. Mt 4:16-18
  • Perigos do jejum no legalismo: A abstinência de alimentos é às vezes confundida com a ideia de se fazer boas obras para agradar a Deus. Se alguém jejuar confiando em que isto lhe trará a salvação, faz deste jejum apenas obra da carne (Tt 3:5). Jamais seremos salvos pelas obras. A credibilidade do jejum não está na abstenção de alimentos, mas na sinceridade da pessoa que manifesta sua fé. Quando alguém crê que Deus será louvado pela consagração de seu corpo, pela oração e pela abstinência de alimentos, então, seu jejum se torna em um ato de fé.
  • Perigos de identificar o jejum com espiritualidade: Algumas pessoas por jejuarem querem também que os outros jejuem exatamente como eles o fazem. A Bíblia não nos diz quanto tempo devemos jejuar, nem quantas vezes. Biblicamente falando não existe uma regra ou padrão para jejuar. A verdadeira espiritualidade vem do coração e não pode ser imposta a ninguém. Cada pessoa, individualmente, precisa tomar sua própria decisão de servir a Deus. O que é benção para uns, pode prejudicar a espiritualidade de outros. Para jejuar deve-se fazer com a motivação correta, de modo bíblico, o que não se deve é forçar ninguém a jejuar.

TIPOS DE JEJUM

  • Jejum Típico: Neste jejum a pessoa abstém-se totalmente de alimentos sólidos, mas não de líquidos.
  • Jejum Completo: Consiste na abstinência de alimentos e líquidos, inclusive, água. Atos 9:9. Pessoas que tem problemas de saúde e aquelas que tomam medicamentos de uso continuo devem evitar este jejum.
  • Jejum Parcial: Neste jejum a pessoa abstém-se de certos alimentos. Um exemplo de prática deste jejum vinha de João Wesley que, por várias ocasiões comia apenas pão. Um modelo de jejum moderno é abster-se da tecnologia, trataremos disto mais adiante.

O QUE AUTENTICA E VALIDA O JEJUM

A validação de um jejum não é pela abstenção de alimentos, pelo número de dias ou horas sem comer. Também não é pela forma nem pelos rituais. Estes são apenas os meios e não se encerra um fim em si mesmo. Então, o que é que valida o jejum:

Primeiro: Todo jejum precisa ter um inicio e um fim. Ao iniciar o jejum a pessoa ora e conecta-se com Deus e permanece conectado o tempo todo, independente do tempo estabelecido. Ao interromper a conexão com Deus interrompe, também, o jejum. A partir daí é apenas passar fome e o jejum perde seu valor.

Segundo: Todo jejum precisa ter um propósito. E a pessoa que jejua tem que focar nele e interceder o tempo todo. Reconhecer a grandeza de Deus e a nossa insignificância e incapacidade diante do que se espera alcançar.  

Terceiro: Não devemos jejuar com propósitos egoístas ou para invocar justiça ou vingança em relação ao nosso próximo. Qualquer propósito que contraria os ensinos de Jesus é invalidado “amor, perdão, misericórdia” devem estar inseridos no jejum. Jejuar para obter vantagens e prejudicar os outros não é correto.

Quarto: Devemos Jejuar para nos aproximar de Deus. Para isto devemos nos abster de tudo que nos afasta Dele. Se for o celular, computador, televisão ou qualquer outra coisa que nos atrapalha a comunhão com Ele. Então, não é errado jejuar abstendo-se da tecnologia. É um jejum perfeitamente válido desde que a pessoa se desconecta do aparelho, mas, conecta-se com Deus.

Quinto: Jejum de chocolate, coca-cola e outras coisas do gênero estão em moda. Mas, quase sempre estes jejuns são meros rituais sem nenhum fundamento e virou apenas rituais para desencargo de consciência diante de uma sociedade vazia e sem intimidade com Deus. Lembrem-se, é a conexão com o Eterno que válida o jejuar. Não que este jejuar seja errado, mas, é muito pouco perto do que Jesus fez por nós carregando aquela pesada cruz e sendo crucificado nela.

JEJUM DE TOLO – PASSAR FOME – JEJUM RECUSADO

Vejamos esta profunda reflexão sobre o jejum na ótica do profeta Isaias (Isaias 58:1-12):

  1. Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados.
  2. Todavia, me procuram cada dia, tomam prazer em saber os meus caminhos; como um povo que pratica a justiça e não deixa o direito do seu Deus, perguntam-me pelos direitos da justiça, têm prazer em se chegar a Deus,
  3. dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu o não sabes? Eis que, no dia em que jejuais, achais o vosso próprio contentamento e requereis todo o vosso trabalho.
  4. Eis que, para contendas e debates, jejuais e para dardes punhadas impiamente; não jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto.
  5. Seria este o jejum que eu escolheria: que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco grosseiro e cinza? Chamarias tu a isso jejum e dia aprazível ao SENHOR?
  6. Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e que despedaces todo o jugo?
  7. Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne?
  8. Então, romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda.
  9. 9. Então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui; acontecerá isso se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo e o falar vaidade;
  10. e, se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.
  11. E o SENHOR te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares secos, e fortificará teus ossos; e serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas nunca faltam.
  12. E os que de ti procederem edificarão os lugares antigamente assolados; e levantarás os fundamentos de geração em geração, e chamar-te-ão reparador das roturas e restaurador de veredas para morar.

O questionamento indignado da casa de Jacó, porque Deus não recebeu seu jejum é logo respondido e expõe as causas: Eles jejuavam para o próprio contentamento em meio a contendas e debates, num cenário de impiedade.

Duas perguntas ecoaram com som de rejeição e, também, ecoam aos nossos ouvidos como advertência sobre a inutilidade do jejum (v. 5): Seria este o jejum que eu escolheria? Chamarias tu a isso jejum? Em seguida no versículo 6, Deus apresenta o jejum que Ele espera que apresentemos a Ele: Deixar a impiedade e desfazer o jugo que colocamos sobre os outros.

Repartir o pão com o faminto, cobrir o nu, ajudar os pobres e dar atenção aos da própria casa. Repare na palavra “então”, ela faz a transição entre um jejum não aceito para aquele que é aprovado e acompanhado com as bênçãos decorrentes dele. Observa os verbos “guiará, fartará, fortificará e será”.

O versículo 9 é claro em afirmar que quando aquele que jejua clamar O Eterno responderá: “Eis me aqui”.

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