INDUSTRIALIZAÇÃO – PRISÃO E ALIENAÇÃO EM TEMPOS MODERNOS

INDUSTRIALIZAÇÃO – PRISÃO E ALIENAÇÃO EM TEMPOS MODERNOS

Industrialização foi um fenômeno divisor de águas entre a produção manufatureira e a fabricação em escala industrial nas linhas de montagem. Se por um lado trouxe grandesIndustrialização benefícios para o homem moderno, tais como, acesso aos mais variados bens de consumo. Em contrapartida ela trouxe consigo três formas de aprisionamento de difícil distinção, como avaliar qual deles pode causar maior dano? tanto físico, psicológico ou emocional.

Este Artigo pretende ajudar você leitor  entender a mensagem da triste realidade transmitida pelo filme Tempos Modernos com a belíssima interpretação do saudoso ator Charlie Chaplin. Industrialização – homem – maquina. Veja o filme no final da página.

Uma abordagem que define a palavra prisão nos ajudará esclarecer o relato a seguir:

Prisão: 1 – substantivo feminino ato ou efeito de prender; captura, aprisionamento, detenção. 2 – recinto fechado; cela, clausura. 3 – vínculo imaterial que restringe a liberdade de uma pessoa. 4 – coisa que atrai ou cativa a mente, monopolizando a atenção. 5 – tudo o que tira ou cerceia a liberdade individual. Powered by Google Dictionary

A primeira prisão imposta pelas fabricas, cujo prisioneiro (trabalhador) não possui o domínio do seu tempo, do espaço e nem das suas escolhas e vontades. À medida que o patrão impõe os horários, o ritmo, admite ou demite. Ele manipula e aliena o humano que passa a ser apenas a extensão da própria máquina, e o individuo solitário mesmo envolto a outros trabalhadores torna estranho a si mesmo na luta contra a máquina que parece engolir não somente o homem, mas, também sua dignidade e seus sonhos. Isto é retratado diversas vezes no filme quando as engrenagens sugam e arrastam para dentro de si formando um só corpo – homem máquina, máquina homem.

A mesma esteira rolante que demarca o espaço que não pode ser ultrapassado também é a mesma que dita à velocidade e o ritmo e submete o operário numa disciplina rígida e fora do seu controle.  Este é o cenário capitalista num mundo globalizado cujo homem moderno torna-se dependente para garantir o sustento e a manutenção de suas necessidades de consumo. Uma prisão que, embora dolorosa, todavia necessária.

A segunda prisão merece uma atenção especial por ser a mais indesejada, mais cruel e danosa. É aquela que além de constranger a família inteira, também destrói a dignidade e prende as esperanças. Falo sobre a prisão do desemprego que surge no filme para chamar a atenção desta sociedade individualista, egocêntrica e egoísta. O desemprego é uma industrializaçãoprisão porque tira à liberdade de consumo, do lazer, entretenimento, educação, saúde, moradia, etc. A mola propulsora do sistema capitalista é o dinheiro e sem ele ninguém faz nada. Basta deixar de pagar as prestações do imóvel, do carro, a mensalidade da escola ou os impostos que lá vem o confisco dos bens. Sim, caro amigo leitor! É triste, mas é real.

O desemprego exclui e empurra para a marginalidade. Roubar um pão para matar a fome ou dormir nas ruas é um ato de vagabundagem. E a vagabundagem passa ao largo dos debates e reflexões sobre o olhar dos mais abastados. O vagabundo sempre é visto apenas como um criminoso e nunca como alguém que lhe foi negado a oportunidade na igualdade de direitos.

A terceira prisão é a física, prende-se o corpo. As repetidas prisões de Charles Chaplin e o seu desejo de continuar preso parece indicar sua preferência por um ambiente que lhe proporciona mais espaço, descanso, alimento e nenhuma responsabilidade. A falsa impressão e sensação de lhe sobrar na prisão o que lhe faltou no chão da fábrica. Talvez, este seja o real motivo das superlotações das prisões mundo afora.

É neste impasse das três prisões que o ser humano vagueia em busca de uma felicidade que parece lhes escapar entre os dedos. Ora aprisionado aqui, ora ali. Ele deixa de escrever a própria história para viver a história do manipulador, aliena-se (torna estranho a si mesmo). Este parece ser o agente motivador para tantos Empreendedores que escapam da tortura do trabalho assalariado para cair em outra prisão que é a carga tributária brasileira a engolir os lucros e sufocar os sonhos de ter uma vida longe dos patrões.

A parte marcante do filme reside no final quando o casal coloca-se na estrada em linha reta, rumo ao horizonte. Sem emprego e sem moradia, mas, apontando para a necessidade de não parar.

Na industrialização o trabalhador transita de uma profissão a outra em busca da satisfação. A industrialização depende de políticas fortes que garantam o bom funcionamento da economia e o combate ao desemprego. Porém, o sistema capitalista é frágil e oscila entre os picos de alta produção e do caos. Este é um fenômeno da globalização, portanto, é um problema global.

Por se tratar de industrialização, as cenas do filme refletem a realidade, principalmente, na modernidade. O desemprego é uma triste realidade, por isto, devemos cobrar dos Governos que façam políticas que ponham em ação as Leis da Carta Magna (A Constituição):  E também pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgado pela ONU, em 1948:

Artigo 23I) Todo o homem tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”.

Como já citado acima neste tratado, são três formas de aprisionar o trabalhador. A prisão nas fabricas, a física e o desemprego. Este último é o mais cruel e desesperador, por isto, a relação entre o filme e a necessidade do direito do trabalho se estreitam, se unem e exige um olhar direcionado, rumo à solução do problema.

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