Friedrich Nietzsche, Frases, Vida, Obra, Resumo

Friedrich Nietzsche, Frases, Vida, Obra, Resumo

Houve muitos filósofos alemães importantes nos últimos 100 anos, mas Nietzsche mostra que os seus escritos captaram particularmente o coração e a mente de muitos leitores modernos, como se pode observar na cultura popular até agora.

Friedrich Nietzsche nasceu em 1844 e morreu em 1900 com apenas 55 anos de idade. Veio de uma família de clérigos protestantes. Seu pai e avós eram pastores luteranos. Seu pai morreu quando ele tinha apenas 4 anos, por isso, ele foi criado numa família extensa composta de mulheres, sua mãe, avó e duas tias solteironas.

Sua brilhante capacidade intelectual o elevou ao posto de professor na universidade de Basileia com a idade de 24 anos. Embora, brilhar no campo da Filosofia, no entanto, é curioso notar que Friedrich Nietzsche nunca estudou Filosofia formalmente. Tornou-se filósofo lendo os escritos de Schopenhauer.

Friedrich Nietzsche, Frases, Vida, Obra, Resumo

Friedrich Nietzsche — Principais Obras 

Friedrich Nietzsche escreveu seus livros em relativa obscuridade durante 16 anos. Seus livros mais conhecidos são:

  • O nascimento da Tragédia — 1872
  • Humano demasiado humano — 1878
  • Além do bem e do mal — 1886
  • A gaia ciência — 1887
  • A genealogia da Moral — 1887
  • Assim falou Zaratustra — 1891
  • O Crepúsculo dos Ídolos
  • A vontade do Poder
  • Super Homem

Friedrich Nietzsche — Rompimento e Desconstrução

Duas palavras definem quem é Friedrich Nietzsche (Rompimento e Desconstrução). Rompimento porque ele rompe com a Filosofia grega. Para ele, Sócrates, Platão e Aristóteles eram Filósofos moralistas e opressores.

Na Filosofia de Nietzsche não existe espaço para conciliar Filosofia clássica e moderna, haja vista, serem excludentes. Uma exclui a outra e é impossível ser plantonista e nietzschiano em simultâneo. 

Desconstrução porque ele desconstrói todos os valores e crenças do mundo judaico-cristão. Embora, nascido em berço cristão e criado entre pastores, todavia, ele cunhou uma de suas frases mais famosa: “Deus está Morto”.

Friedrich Nietzsche — Morte de Deus

Por se tornar um ateu e não acreditar na existência de Deus, Friedrich Nietzsche, cunhou a frase “Deus está Morto”, indicando que o que “morre” não é um Deus pessoal e sim a forma Ocidental de pensar em Deus. Segundo ele, a Europa era constantemente oprimida pelo cristianismo, sendo assim, aquela nuvem que pairava, assombrava e aterrorizava a humanidade estava indo embora, pois, Deus está morto e a forma de pensar em Deus morre com ele.

Num questionário sobre Friedrich Nietzsche, é mencionado que ele cresceu na Saxônia como o filho de um pastor. Estudou teologia e filologia clássica em Bona, mas logo perdeu a sua fé e negligenciou os seus estudos neste campo.

Alguém pichou na parede de uma estação de metrô em Nova Iorque:
“Deus está Morto” — assinado, Nietzsche!
“Nietzsche está Morto” — assinado, Deus:

Os questionários sobre Nietzsche são agora comuns entre os estudantes universitários de filosofia, que podem estudar qualquer das suas principais obras. Nietzsche era um filósofo favorito do regime nazista. Adolf Hitler, inspirado na Filosofia de Nietzsche, alimentou e executou seu sonho louco de formar uma super-raça ariana de nazistas de cabelos loiros e olhos azuis.

A doença mental de Nietzsche, provavelmente, pode ser atribuída a loucura e obsessão pelo desejo de se livrar de Deus, ainda que ele não cresse nele. Todavia, este não pode ser o pior dos males, o legado maligno de sua Filosofia sem Deus, resultou na morte de milhões de judeus, negros, homossexuais e deficientes, sob o comando do psicopata Hitler e a maldita Filosofia de Nietzsche.

Mussolini, o fundador do fascismo, lia Friedrich Nietzsche intensamente; Hitler presenteou Mussolini com uma coleção de obras de Nietzsche num encontro histórico em Brenner, 1938. As propagandas nazistas elaboravam menção com repetidas palavras de Nietzsche como, super-homem e vontade de poder.

Friedrich Nietzsche — Doença e Loucura

A breve vida de Friedrich Nietzsche foi marcada por sérios problemas de saúde que se repetiam. Muito cedo, ainda com 34 anos de vida, por estar com a saúde muito fragilizada, teve que abandonar seu cargo de professor na Universidade.

Viajou pela Europa em busca da cura, todavia, tragicamente sucumbiu à doença mental, provavelmente, provocada por sífilis terciaria. Ele passou seus últimos 11 anos num sanatório, submetendo-se o tratamento por insanidade incurável. Permaneceu assim a até sua morte em 1900.

Friedrich Nietzsche — Resumo

Conforme Friedrich Nietzsche, Deus não existe e o humano não tem alma imortal. O homem, assim como os animais, morre e tudo acaba na escuridão de um túmulo. Não existe vida após a morte.

A vida humana é amplamente desprovida de sentido. Sofrimento e luta acompanha a vida, impelida por uma força natural, que ele chamou de vontade.

Acreditava que devemos viver nossas vidas ao máximo aqui, e extrair tudo que pudermos deste mundo.

Atacou os valores judaicos cristão e afirmou que não devemos preservá-los em hipótese alguma. Segundo ele, o ser humano precisa emergir do estado animal (fracos — com Deus) para desenvolver uma nova civilização (fortes — sem Deus). Daí surgiu sua Filosofia do super-homem.

Diz Friedrich Nietzsche, uma vez que não existe Deus, e nenhum outro mundo além deste, então a moral, a ética e os valores não pode ser o que se chama de transcendentais; não pode vir até nós de nenhum lugar fora deste mundo, pois, não existe outro lugar, inclusive, Deus e vida eterna.

Nós, os seres humanos, somos os únicos criadores dos valores que regem a sociedade e, somos livres para escolher quaisquer valores que nos interessa.

Os valores centrais que todos devem seguir, são os de afirmação da vida. Todos devem se soltar das amarras da religião e da moralidade produzida por ela, e viver, ao máximo, haja vista, não haver outra vida após esta.

A tradição judaico cristão esmaga o espírito fundamental da humanidade. A fraqueza ocupa o lugar da força, e a compaixão substitui a ousadia e a coragem. Friedrich Nietzsche atribui a decadência da humanidade pela influência do cristianismo.

Valores morais tais quais aqueles apregoados pelos cristãos e judeus são desumanos e desumanizadores, pois, seu ideal de paz nega a aspiração mais profunda da raça humano. Ao alienar o homem da sua natureza básica, eles produzem apenas vidas estragadas e remendadas.

Frases clássicas de Friedrich Nietzsche
“Não há fatos, só interpretações”
“A Arte ergue a cabeça quando a religião afrouxa seu laço.”
“A mordida da consciência é indecente.”
“O homem é uma corda estendida entre a fera e o super-homem – Uma corda sobre um abismo.”
“Considero o cristianismo a mentira mais fatal e sedutora que jamais existiu. A maior e mais ímpia mentira.”

Moralidade do escravo ou rebanho

O rebanho, escravos ou fracos sacrificam os desejos de uns poucos, ou superiores, e favor dos desejos de muitos. A moralidade do escravo beneficia os fracos. Afirma Friedrich Nietzsche, os que assumem esta postura são como gado, como ovelhas sem inteligência, que buscam conforto e segurança no rebanho. Esta moralidade está enraizada no medo sendo impulsionada por ele.

Em nome de Deus, a ética do Novo Testamento foi imposta à civilização Ocidental, resultando na degradação geral. Friedrich Nietzsche convoca seus leitores a se revoltar contra a moralidade de rebanho, desmascarando-a e denunciando sua hipocrisia.

Friedrich Nietzsche — Super-Homem

O super-homem de Friedrich Nietzsche é um conquistador e extremamente corajoso. É aquele que, sabendo que não existem valores, cria os seus próprios. O super-homem sabe que “Deus está Morto” e não existe vida eterna, então, ele não nega o mundo em que vive em troca da vida eterna que não existe.

O super-homem vive o aqui e agora, pois, é tudo que existe. Religião, Deus, fé e vida após a morte é para os fracos. Deus é uma mera ilusão criada pelos fracos, essa ilusão tem que ser destruída para que a nova era do super-homem possa raiar.

Aqueles que criaram Deus tem que se livrar dele, tem que matá-lo para incorporar o super-homem. A própria ideia de Deus precisa ser dissipada. Assim, o sistema de moralidade que rege o mundo será completamente destruído.

Força Ativa e Reativa

Para Friedrich Nietzsche existem duas forças em operação, força ativa e reativa. A força ativa é aquela que impulsiona o super-homem, são os prazeres da vida e tudo o que ela oferece. O super-homem de Nietzsche não deve negar nada que lhe faça feliz, mesmo que estes prazeres sejam imorais e entristecedor para o outro.

O forte tem que sobrepor aos fracos, pois, ele é o super-homem, não há barreiras ou limites. Ele vive e, vive agora, sem limites. Os fracos vivem a sombra de um Deus morto, que o impedem de serem felizes.

A força reativa é oposta a ativa, é aquela que te puxa e te impede de ser feliz. Para Friedrich Nietzsche, são forças reativas, exemplo: a Bíblia dos cristãos é uma força reativa. Imagina que a mulher do seu amigo quer sair com você, mas, existe um mandamento na Bíblia sobre o adultério. Então, os fracos submetem ao mandamento, não sai com a mulher do amigo, esta força o impediu de ser feliz.

O super-homem é forte e não existe força capaz de detê-lo. Ele segue apenas a força ativa, ele vai ao embalo dela, para onde a vida o levar.

Filosofia do Martelo

Para entender a filosofia do martelo é preciso retomar o exemplo da mulher do amigo. Seguindo a força ativa o homem casado sai com a mulher do outro e, consequentemente, destrói seu casamento.

A mesma força que lhe trouxe um momento de alegria, é também aquela que lhe entristece. Só lhes resta gritar para Friedrich Nietzsche, e agora, o que devo fazer para salvar meu casamento? A resposta de Nietzsche é categórica, isto é problema seu? Deus está morto e não criarei nenhum outro deus para te ajudar. Com o martelo martelei todos os ídolos, eles estão em pedaços, eis aí o martelo que quebra e elimina qualquer ídolo. Eles não existem mais, mesmo que seja para salvar seu casamento.

Ah! Caro amigo leitor! Nietzsche é aquele filósofo que te leva até a beira do abismo e te abandona lá. Dar vasão aos prazeres da carne, é a mesma coisa de cavar o próprio abismo, depois, se despencar nele.

Considerações Finais

Caro amigo leitor! Se você é cristão, simpatizante e seguidor de Nietzsche. Saiba que, é impossível conciliar Nietzsche e a Bíblia. Você pode ser cristão ou nietzschiano, mas, não pode ser os dois em simultâneo.

Se você julga ser os dois, então, você é cristão e não conhece a Filosofia de Nietzsche, ou você é nietzschiano e não conhece a Bíblia. É fato, ser os dois não dá!

Para encerrar este Artigo, vamos ao encontro de Sócrates, segundo ele: “A morte da virtude e  da moral seria o beijo da morte das civilizações.”

Quem foi Denis Diderot

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