Decisões nos primeiros Concílios da Igreja

Decisões nos primeiros Concílios

Decisões nos primeiros Concílios da Igreja.

 

Decisões nos primeiros Concílios influenciam de forma positiva ou negativa a vida da igreja atual. Por isto, é de extrema importância entender o que tinha na mente dos pais da igreja e quais implicações nas nossas vidas e no comportamento cristão.

Não estamos largados nem isolados em nossas crenças. Quando cremos e defendemos algo é porque isto já foi discutido, debatido e decidido. Crenças na Deidade de Cristo, Trindade, encarnação e outras doutrinas importantes têm fundamentos teológico com bases sólidas de credibilidade.

É claro que este material está disponível para análise, mas, não somos obrigados a concordar com tudo. Extraímos destas decisões apenas aquilo que não entra em conflito com a Palavra de Deus.

Leia e aprenda com eles, desprenda desta geração papagaio que apenas saem repetindo aquilo que ouviram dos outros. Boa leitura e reflexão.

CONCÍLIO DE NICÉIA ANO – 325

Nós cremos em um Deus, o Pai Todo Poderoso, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E em um Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, gerado do Pai, isto é, da substância do Pai. Ele é Deus de Deus, luz de luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado não criado, de uma substância [homoousios] com o Pai. Por ele todas as coisas foram feitas, as coisas no céu e sobre a terra. Por nós homens e para a nossa salvação ele desceu, foi feito carne e tornou-se homem. Ele sofreu, ressuscitou ao terceiro dia e ascendeu aos céus. Ele virá novamente para julgar os vivos e os mortos. E no Espírito Santo. Mas a santa igreja católica apostólica excomunga [amaldiçoa] aqueles que dizem: “Houve um tempo quando Ele não existia” e “Ele não era antes de ter sido gerado” e “Ele foi feito do nada” e aqueles que afirmam que ele é de algum ser ou outra substância senão a do Pai ou que é mutável ou passível de mudança.

CONCÍLIO DE CONSTANTINOPLA ANO – 381

Nós cremos em um Deus, o Pai Todo Poderoso, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E em um Senhor Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, gerado do Pai antes de todas as eras, luz de luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não criado, de uma substância [homoousios] com o Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. Por nós homens e para nossa salvação Ele desceu dos céus, foi feito carne do Espírito e Maria a virgem e tornou-se homem. Ele foi crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, sofreu e foi sepultado. Ele ressuscitou novamente ao terceiro dia, de acordo com as Escrituras, e ascendeu aos céus. Ele assenta-se à mão direita do Pai e virá novamente com glória para julgar os vivos e os mortos. Seu reino não terá fim.E no Espírito Santo, o Senhor doador da vida, que procede do Pai. Junto com o Pai e o Filho Ele é adorado e glorificado. Ele falou através dos profetas; e em uma santa igreja católica e apostólica.Nós confessamos um batismo para remissão de pecados. Nós aguardamos a ressurreição dos mortos e a vida da era que virá. Amém.

CONCÍLIO DE ÉFESO – 431

Concílio convocado pelo imperador Teodósio que se reuniu em 431.

Nós confessamos, portanto, que o nosso Senhor Jesus Cristo como unigênito Filho de Deus, é perfeito Deus e perfeito homem consistindo de uma alma racional e um corpo. Ele foi gerado do Pai antes de todas as eras, como Deus, e nos últimos dias, por nós e para nossa salvação, Ele mesmo foi gerado de Maria, a virgem como homem. Ele é de uma substância [homoousios] com o Pai, como Deus e de uma substância [homoousios] conosco, como homem. Porque há uma união de duas naturezas e, portanto nós confessamos um Cristo, um Filho, um Senhor.
De acordo com esta compreensão da união inconfundível, nós confessamos que a santa virgem é theotokos, porque Deus, o Verbo, foi encarnado e tornou-se homem e desta concepção ele mesmo uniu a si mesmo o templo que recebeu dela.
A respeito das expressões dos Evangelhos e das Epístolas concernentes ao Senhor, nós sabemos que os teólogos entendem que algumas destas são comuns (referindo-se a uma pessoa), enquanto outros deles distinguem (referindo-se as duas naturezas) – aos dignos eles atribuem a deidade de Cristo; aos humildes eles atribuem a sua humanidade.  Fórmula de conciliação.

Decisões nos primeiros Concílios

CONCÍLIO DE CALCEDÔNIA – 451

Concílio convocado pelo imperador Marciano para resolver a controvérsia de Êutico. Reuniram-se em Calcedônia em outubro de 451.

[O Sínodo] opõe-se àqueles que fendem o ministério da encarnação em uma dualidade de Filhos [do que Nestório foi acusado]; ele expulsa do sacerdócio aqueles que ousam dizer que a divindade do unigênito é passível/capaz de sofrer [Ário ou Êutico?]; ele resiste àqueles  que imaginam uma mistura ou confusão das duas naturezas de Cristo [Êutico]; ele impede aqueles que supõem que a “forma de um servo” [isto é, a humanidade] que ele tomou de nós era uma substância celestial ou alguma outra [não humana] [de que Apolinário foi falsamente acusado]; e ele anatematiza aqueles que imaginam que o Senhor tinha duas naturezas antes de sua união, mas depois apenas uma [Êutico].
Seguindo os santos pais, nós confessamos com uma voz que o único Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, é perfeito em Divindade e perfeito em humanidade, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, que Ele tem uma alma racional e um corpo. Ele é de uma substância [homoousios] com o Pai como Deus, ele é também de uma substância [homoousios] conosco como homem. Ele é como nós em todas as coisas exceto no pecado. Ele foi gerado de seu Pai antes de todas as eras como Deus, mas nestes últimos dias e para nossa salvação, Ele nasceu de Maria a virgem, a theotokos, como homem. Este um e o mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito é feito conhecido em duas naturezas [as quais subsistem] sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação.
A distinção das naturezas é de forma alguma removida por sua união, mas as propriedades distintivas de cada natureza são preservadas. [Ambas as naturezas] unidas em uma pessoa e em uma hipóstase. Elas não são separadas nem divididas em duas pessoas, mas [elas formam] um e o mesmo Filho, Unigênito, Deus, Verbo, Senhor Jesus Cristo, assim como os profetas de outrora [têm falado] a respeito dele é como o próprio Senhor Jesus Cristo tem nos ensinado e como o credo dos pais nos tem entregue.

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CONCÍLIO DE CONSTANTINOPLA 553

Neste Concílio foram editados 14 Anátemas (maldições). Rejeitaram a interpretação nestoriana do Concilio de Calcedônia.  O objetivo era amenizar os temores dos monofisistas de que Calcedônia tinha aberto a porta para o nestorianismo.

Anátema1
Se alguém não reconhece a única natureza ou substância (oysia) do Pai, Filho e Espírito Santo, sua única virtude e poder, uma Trindade consubstancial, uma só divindade adorada em três pessoas (hypostáseis) ou caracteres (prósôpa), seja anátema. Porque existe um só Deus e Pai, do qual procedem todas as coisas, e um só Senhor Jesus Cristo, através do qual são todas as coisas, e um só Espírito Santo, no qual estão todas as coisas.

Anátema 2

Se alguém não confessa que há duas concepções do Verbo de Deus, uma antes dos tempos, do Pai, intemporal e incorporal, e a outra nos últimos dias, concepção da mesma pessoa, que desceu do céu e foi feito carne por obra do Espírito Santo e da gloriosa Genitora de Deus e sempre virgem Maria, e que dela nasceu, seja anátema.

Anátema 3
Se alguém disser que existiu um Deus-Verbo, que fez os milagres, e um Outro Cristo, que sofreu, ou que Deus, o Verbo, estava com Cristo quando nasceu de uma mulher, ou que estava nele como uma pessoa em outra, e que ele não era um só e o mesmo Senhor Jesus Cristo, encarnado e feito homem, e que os milagres e os sofrimentos que ele suportou voluntariamente na carne não pertenciam à mesma pessoa, seja anátema.

Anátema 4
Se alguém disser que a união de Deus, o Verbo, com o homem foi feita quanto à graça, ou à ação, ou à igualdade de honra ou autoridade, ou que era relativa ou temporária ou dinâmica1 ou que era conforme o beneplácito (do Verbo), sendo que o Deus Verbo se comprazia com o homem…

Anátema 5
Se alguém conceber a única personalidade (hypóstasis) de nosso Senhor Jesus Cristo de tal modo que permita ver nela diversas personalidades, tentando introduzir por este meio duas personalidades ou dois caracteres no mistério de Cristo, dizendo que dessas duas personalidades introduzidas por ele provém uma única personalidade quanto à dignidade, à honra e à adoração, como Teodoro e Nestório escreveram em sua loucura, caluniando o santo Concílio de Calcedônia ao alegar que a expressão “uma personalidade” foi por ele usada com essa ímpia intenção; e se não confessar que o Verbo de Deus foi unido à carne quanto à personalidade (kath’ hypóstasin)…

Anátema 6
Se alguém aplicar à gloriosa e sempre virgem Maria o título de “genitora de Deus” (theotókos) num sentido irreal e não verdadeiro, como se um simples homem tivesse nascido dela e não o Deus Verbo feito carne e dela nascido, enquanto o nascimento só deve ser “relacionado” com Deus o Verbo, como dizem, porquanto ele estava com o homem que foi nascido…

Anátema 7, 8 e 9. ratificaram a única natureza de Deus.

Anátema 10
Se alguém não confessar que aquele que foi crucificado na carne, Nosso Senhor Jesus Cristo, é o verdadeiro Deus e Senhor da glória, parte da santa Trindade, seja anátema.

Anátema  11. Condenação a Orígenes

Anátema  12. Condenação a Teodoro de Mopsuéstia e suas obras

Anátema  13. Condenação às obras de Teodoreto contra Cirilo de Alexandria e o Primeiro Concílio de Éfeso

Anátema  14. Condenação à carta de Ibas de Edessa para Maris, bispo de Hardaschir, na Pérsia

Decisões nos primeiros Concílios

CONCÍLIO DE CONSTANTINOPLA 680 a 681

Nós igualmente declaramos que em [Jesus Cristo] há duas vontades naturais e duas operações naturais, sem divisão, sem mudança, sem separação, sem confusão, de acordo com o ensino dos santos pais. Estas duas vontades naturais não são contrárias uma à outra (Deus nos livre!) como os ímpios hereges concordam, mas sua vontade humana segue sua vontade divina e Onipotente – não resistindo ou relutante, mas sujeita a ela… Nós cremos que nosso Senhor Jesus Cristo é um da Trindade e nosso verdadeiro Deus mesmo após a encarnação. Nós dizemos que suas duas naturezas brilham em sua única hipóstase, na qual Ele tanto realizou milagres como suportou sofrimentos através de todo o curso da encarnação. Isto foi não meramente na aparência, mas na realidade, por causa da diferença da natureza que deve ser reconhecida na mesma única hipóstase. Embora unidas, cada natureza deseja e faz as coisas próprias dela, e isto sem divisão e sem confusão. Portanto nós confessamos duas vontades e duas operações, combinando uma com a outra para a salvação da raça humana.

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CONCÍLIO DE NICÉIA ANO – 787

Seguindo o caminho real e a autoridade divinamente inspirada de nossos santos pais e as tradições da igreja Católica, nós definimos com toda certeza e precisão que, exatamente como a figura da cruz preciosa e vivificante, as veneráveis e santas imagens (em pintura, mosaico e outros materiais adequados) devem ser erguidas nas santas igrejas de Deus, nos receptáculos, nas vestimentas, nas paredes e em quadros, em casas e pelas margens das estradas. Isto significa imagens de nosso Senhor, Deus e salvador Jesus Cristo, de nossa imaculada senhora, a theotokos, dos nobres anjos e de todos os santos e veneráveis homens. Porque quanto mais os homens vêem-nos em representação artística, mais prontamente eles serão despertados para lembrar os originais e almejá-los. As imagens devem receber a devida saudação e reverência digna, mas não o verdadeiro culto de fé que é devido à natureza divina somente. De acordo com o costume piedoso antigo, incenso e luzes devem ser oferecidos às imagens, já que elas são a figura da cruz preciosa e vivificante, dos livros dos Evangelhos e de outros objetos santos. Porque a honra prestada a imagem passa para o seu original e aquele que reverencia a imagem venera nela a pessoa representada.
Definição do Concílio de Nicéia, 787

 

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