Quatro Evangelhos

Quatro Evangelhos na Bíblia? Por que não 1 – 2- 3 ou mais?

Quatro Evangelhos na Bíblia?

Quatro Evangelhos na Bíblia? Um só não seria suficiente Quatro Evangelhospara narrar à biografia de Jesus? Todos os grandes nomes que surgiram na história, viveram, morreram e deixaram-nos, suas biografias num único tratado. Por que com o Mestre Jesus seria diferente? Este Artigo tem por objetivo expor as razões pelas quais as Sagradas Escrituras possuem quatro Evangelhos e não três, dois ou apenas um.

Devemos lembrar que Jesus não escreveu uma única palavra. Tudo que sabemos sobre Ele foi escrito por outros num período posterior a sua morte, ressurreição e ascensão.  Diferente de qualquer outra biografia, os Evangelhos foram escritos por homens de Deus inspirados pelo Espírito Santo. Nisto repousa a importância de conhecermos cada detalhe aqui exposto.

As informações aqui apresentadas ajudarão todos àqueles que amam estudar a Palavra do Eterno, mas, encontraram nas entrelinhas dos Evangelhos aparentes contradições, cuja falta de compreensão causaram dúvidas sobre sua autenticidade e veracidade. Se você está lendo este Artigo, caro amigo leitor. É porque Deus te colocou aqui e precisa de pessoas como você para destruir fortalezas satânicas que tentam lançar a semente da dúvida e assim fazer com que as criaturas criadas à imagem de Deus, fiquem aquém da salvação.

Partimos do principio que havia quatro povos a serem alcançados pelo Evangelho nos tempos de Jesus: Os judeus, os gregos, os romanos e a Igreja. Eis ai a razão do porque tem quatro Evangelhos na Bíblia. Para que esta tarefa fosse eficaz, cada escritor deveria escrever de forma personalizada e atingir o propósito principal “levar as boas novas para os perdidos”.

EVANGELHO SEGUNDO ESCREVEU MATEUS

Foi escrito pelo evangelista Mateus, cuja nacionalidade judaica lhes conferiu autoridade e confiabilidade na escrita. Ou seja, Mateus era um judeu e sabendo que os judeus esperavam ansiosamente a vinda do Messias prometido no Antigo Testamento.

Mostrou com muita propriedade que Jesus era o Messias esperado. Ele procurou apresentar um discurso seleto dos fatos para realçar a missão messiânica de Jesus.

Mateus trás como tema central deste Evangelho, Jesus como Rei e único que cumpre as Escrituras do Antigo Testamento em relação ao Messias profetizado. Ele mostra claramente quem deveria ser o Messias e prova que Jesus atende todos os requisitos.

Embora o Livro de Marcos tenha sido escrito primeiro, no entanto, é Mateus que aparece de forma proposital como o primeiro Livro do Novo Testamento. Isto ocorre porque os judeus esperavam o Messias que fosse da genealogia de Davi.

Então, o Livro de Mateus começa narrando que Jesus era da genealogia de Davi. Os judeus davam muita importância às genealogias. Todos aqueles que iam ser ordenados para o sacerdócio era exigido que provasse que era descendente de Arão. Mateus prova usa o AT para provar que Jesus é o filho de Davi e tem o direito de ser Rei de Israel Sl 132:11.

Mateus 1:23 aponta diretamente para Isaias 7:14 e categoricamente estimula a inteligência dos judeus: Vejam o sinal! “A virgem conceberá e dará a luz um filho”. Ele será Emanuel (Deus conosco). O cruzamento de palavras entre os Livros de Mateus e Isaias são frequentes e visíveis “ele será Rei”, “Ele será o Messias”.

Mateus sabia que os judeus jamais pronunciavam o Nome do Eterno por temor ao mandamento de Êxodo 20:7:  “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”. Por isso, ele não usou a expressão “Reino de Deus”. Fez questão de substituir Reino de Deus por “Reino dos céus”.  A mensagem não poderia falhar, a comunicação não deveria ser rompida.

EVANGELHO SEGUNDO ESCREVEU MARCOS

Marcos, autor do livro que leva seu nome, também é o mesmo João Marcos que aparece no Livro de Atos 12:12. Haja vista seu primeiro nome “João” ser um nome hebreu. Todavia, o segundo nome “Marcos”, que é um nome romano, parece indicar que ele foi educado nos círculos romanos.

Também, o testemunho dos pais da igreja torna claro que Marcos acompanhou Pedro a Roma como seu interprete.

Marcos escreveu para os romanos que era um povo guerreiro e acostumado a grandes conquistas. Um povo fascinado pelo poder e o domínio pela força. Marcos não perde a oportunidade de apresentar Jesus como conquistador poderoso.

O estilo de cenas animadas e movimentadas revela que seus escritos foram direcionados para um povo ativo e vigoroso como os romanos.

Ao ler o Livro de Marcos deparamos com palavras chave que se repetem com frequência: “Logo, imediatamente, no mesmo instante”, transmitindo claramente a ideia de uma fileira militar. Características nas legiões romanas.

Marcos mostra o Poder de Jesus sobre as forças da natureza acalmando tempestades. O poder sobre os demônios e sua vitória sobre Satanás. Seu poder de curar enfermidades e seu poder sobre a morte.

Marcos exibe o conquistador reivindicando seu direito ao Reino e ensinando seus discípulos o caminho da vitória.

As grandes conquistas de Roma foram pelo derramamento de sangue dos outros. Simplesmente para acúmulo de bens e terras, pela busca do poder e pelo fetiche dos imperadores.

Marcos mostra que o caminho da vitória é o derramamento do sangue de Jesus e as verdadeiras conquistas são espirituais e não terrenas.

EVANGELHO SEGUNDO ESCREVEU LUCAS

Lucas era Sírio de raça e médico grego por profissão (algumas fonte diz que ele era grego por nacionalidade), sendo um médico grego escreveu especialmente para os gregos.

Deus escolheu Lucas que era um médico intelectual para escrever para um povo também intelectual. A Grécia foi o berço da filosofia e os gregos eram grandes pensadores. Lucas levou este povo à reflexão através das Parábolas de Jesus.

Os gregos idealizaram formar o homem perfeito através do esporte e da filosofia. Todo jovem do sexo masculino deveria ingressar-se na academia de esportes dos 16 aos 18 anos para alcançar um corpo atlético.

E também, devia ser introduzido nos círculos filosóficos para trabalhar o pensamento e aprender o raciocínio lógico. Cujo ideal era formar o homem moral e perfeito.  Lucas aproveita este terreno fértil para apresentar Jesus como homem ideal e perfeito, o representante e salvador da humanidade.

Um leitor atento logo percebe nas entrelinhas das páginas do Livro de Lucas que ele revela passagens feitas por um grande pensador para um povo habituado à meditação e à filosofia. Pelo estilo literário, Lucas exerce atração especial pela eloquência política.

Nota-se a ausência de citações judaicas. Ao contrário de Mateus, Lucas não diz quase nada sobre as profecias do Antigo Testamento. Seu público alvo pouco se interessaria pelo assunto em questão, motivo da omissão. Lucas apresenta a genealogia de Jesus advinda de Maria, já que genealogia pouco importava para os gregos.

EVANGELHO SEGUNDO ESCREVEU JOÃO

Evangelho de João foi escrito pelo próprio João para atender a um apelo da Igreja que ansiava pelas verdades mais profundas do Evangelho. O propósito deste Livro é apresentar Cristo como o Verbo encarnado de Deus. Este Evangelho foi escrito para a Igreja em geral muitos anos depois dos outros três.

A ênfase de João recai sobre a divindade de Jesus. Ele começa apontando a pré-existência e focaliza a união entre Jesus e Deus Pai. João deixou claro que Jesus não era somente um homem, mas o Eterno Filho de Deus.

Jesus é a luz do mundo e Salvador da humanidade. Segundo João, Jesus é o próprio Deus encarnado. Por ser plenamente Deus, Jesus é capaz de revelar-nos o Pai de modo claro e correto.

Enquanto Mateus, Marcos e Lucas faz o registro da origem terrestre de Jesus. João registra a origem celeste como a Palavra encarnada ou o Logos divino.

Quatro Evangelhos

RESUMO

Mateus e João foram testemunhas oculares e escreveram aquilo que presenciaram e viram. Marcos escreveu o que ele ouviu Pedro dizer repetidas vezes.  Lucas fez uma investigação detalhada como ele mesmo relatou no início do Livro que leva seu nome.

Mateus apresentou Jesus como Rei perfeito e como o Messias profetizado no Antigo Testamento. Marcos apresentou o Mestre como conquistador e Servo; Lucas apresentou Jesus como o Filho do homem; João apresentou-o como o Filho de Deus.

As aparentes contradições devem-se ao fato de que, cada um dos escritores relatou os fatos segundo suas próprias lentes num ponto de vista diferente. As diferenças autenticam sua veracidade e tornam-nos ainda mais verdadeiros, pois, nenhum dos escritores copiou nada um do outro.

 

“Vamos ilustrar a maneira com que cada evangelista ressalta um aspecto particular da personalidade de Cristo. Suponhamos que quatro escritores se propõem a escrever a biografia de uma pessoa como estadista, soldado e autor. Um desejaria salientar sua carreira política, colhendo relatos de campanhas e discursos. Outro, os êxitos literários. O terceiro, com a intenção de sublinhar suas proezas no campo militar, descreveria as promoções, condecorações e batalhas nas quais se distinguiu. O quarto, querendo exaltar as virtudes manifestas na vida doméstica, descreveria fatos que o mostrassem como pai, esposo ou amigo ideal. PEARLMAN Myer, Através da Bíblia livro por livro, Pg. 234”

Vejam esta ilustração: Acontece um acidente e dois repórteres de duas emissoras diferentes presenciam o ocorrido. No momento do acidente um deles estava na parte de trás e viu um morto. O outro estava na parte da frente e viu dois mortos.

Agora imagina que muitas pessoas viram este mesmo acidente também em ângulos diferentes. Tempo depois os veículos envolvidos no acidente são removidos.

Agora aparecem outros dois repórteres, um faz uma investigação detalhada colhendo informações das testemunhas. Enquanto o outro ouviu o relato de alguém que presenciou a ocorrência.

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Logo em seguida as quatro emissoras lançam a notícia. Uma delas diz que morreu uma pessoa no acidente, a outra afirma que morreram dois no mesmo acidente.

E assim podem ter quatro afirmações contraditórias, porém, as contradições não anulam a veracidade do acidente. O acidente é verdadeiro, ninguém ousa negá-lo, simplesmente, porque os números são diferentes. O ocorrido é fato mesmo em meio às contradições.

Caro amigo leitor! Foi isto que aconteceu nos Evangelhos. Se um dos Evangelhos diz que Jesus curou um cego e o outro afirma que foram dois. Isto não anula o milagre.

E nenhum argumento por mais racional que seja não anula o fato que Jesus morreu e ressuscitou. As aparentes contradições dos números não invalidam os Evangelhos. A Jesus seja toda glória, Eternamente, Amém.

Quatro Evangelhos na Bíblia? Por que não 1 - 2- 3 ou mais?

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Vejam também:

Tradução do Salmo 150 passo a passo

 

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