HAVERÁ LEMBRANÇAS APÓS A MORTE

HAVERÁ LEMBRANÇAS APÓS A MORTE?

HAVERÁ LEMBRANÇAS APÓS A MORTE? BOAS E RUINS?

Haverá lembranças após a morte? Esta é uma questão que divide as várias vertentes do cristianismo, o certo é que existe muita controvérsia com poucas respostas. Uns creem no sono da alma como os Adventistas do sétimo dia, ou seja, após a morte não há qualquer memória ou lembrança da vida. Outros acreditam que os mortos estão conscientes e preservam todas as lembranças.

Se existe memória e lembranças após a morte, que lembranças são estas? São boas? Ruins? Lembrar-se dos entes queridos que não foram salvos não trará sofrimento e dor? Os mortos levarão para a Eternidade estas lembranças?Haverá lembranças após a morte?

Ah! Caro amigo leitor! Diante da complexidade do tema proposto você deve estar curioso para saber as respostas. Se for o caso, então, acompanhe até o final esta viagem pelo raciocínio escatológico. Cujo objetivo deste Artigo é tentar esclarecer alguns equívocos Hermenêuticos e trazer novas informações para te ajudar a construir sua própria posição escatológica.

Grande parte do conhecimento relacionado a este tema vem do senso comum, acreditam-se que todas as lembranças serão apagadas e que seremos uma nova pessoa. No entanto, faz-se necessário para inicio de reflexão, abordarmos o princípio da Identidade humana. Isto é, porque fomos criados e o que caracteriza nossa identidade.

PRINCÍPIO DA IDENTIDADE

Para entendermos o principio da identidade precisamos recorrer ao grande e influente filósofo pré-socrático Parmênides que filosofou acerca do “Ser”, e depois Aristóteles que formulou o principio da identidade. Para Parmênides o Ser é e não pode não Ser de modo nenhum, ou seja, tudo que é É. Para Aristóteles “uma coisa é idêntica a si mesma”. Estes pensamentos criaram a mais nobre ferramenta de todas as ciências “a Lógica”, que advoga que uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, principio e relação.Haverá lembranças após a morte?

Fomos criados pelo Eterno como uma folha em branco, cujos princípios e valores que darão forma a nossa identidade serão construídos no decorrer da vida. Tudo que ouvimos, lemos e olhamos desde o nosso nascimento. Cada palavra e cada imagem formam um código na mente. Então, quando vamos falar alguma coisa, nosso cérebro revira os arquivos da memória em milésimos de segundos. Depois de encontrar as palavras ele organiza em forma de frase e nos devolve, assim, verbalizamos nossa fala.

Neste processo nós só podemos falar aquilo que está codificado na mente. É impossível que seja diferente. Por mais absurdo que pareça, para aprender qualquer idioma é necessário primeiro ouvir, mesmo sem entender nada, até criar os códigos necessários para o aprendizado.

Vamos analisar este processo de codificação aplicando-o na vida cristã. Imagina uma pessoa que passa a semana toda assistindo novelas, filmes violentos e outras formas ilícitas. Agora imagina que esta pessoa não lê a Bíblia e vai à igreja apenas uma vez na semana. Os códigos ruins vão superar e muito os bons. Não podemos esperar que venha algo de bom desta pessoa. Por isso, Jesus disse: O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca. Lc 6:45

Agora entendemos porque tem pessoas que sentimos prazer em estar ao lado delas e outras queremos distância.

Tudo começa no Pensamento

  • Codifique bem o seu Cérebro eles formarão os pensamentos
  • Vigie seus pensamentos eles serão suas palavras
  • Cuidado com suas palavras elas transformam em ações
  • Analise suas ações elas formarão seus hábitos
  • Cuidado com seus hábitos eles formarão seu caráter
  • Examine seu caráter ele determina seu

Não podemos de forma nenhuma deletar nada do nosso cérebro, ainda que quiséssemos não conseguiríamos. Diria o grande escritor brasileiro Augusto Cury: “Se você quer se livrar do seu inimigo, então, perdoe-o. Senão, você irá almoçar, jantar e dormir com ele”.

HAVERÁ LEMBRANÇAS  APÓS A MORTE?

Haverá lembranças após a morte? Vamos aplicar o principio da identidade: Cada ser humano é único, e sua identidade só fará sentido se abarcar o passado, o presente e o futuro. Perder parte da memória é perder parte da identidade. Ou seja, eu não seria eu, mas, apenas parte do eu. E isto é impensável.

A perda de parte da memória elimina o sentido das palavras de Jesus no Livro de Mateus:

Mateus 12:36-37 Almeida Revista e Corrigida 

  • 36 – Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo.
  • 37 – Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado.

Reparem que a base do julgamento são “as palavras” tanto para os justificados quanto para os condenados. Se as palavras forem apagadas, então, o que é que será julgado?

A imortalidade seria uma palavra vã, se a alma, na sua sobrevivência, não conservasse a consciência de si mesma, de sua identidade, e não pudesse exercer suas operações. Para que as sansões da outra vida sejam eficazes, é necessário que a alma se conheça, e que se conheça como idêntica ao que era durante a vida terrestre; e, para que as suas aspirações a felicidade perfeita sejam satisfeitas, é necessário que ela mantenha a consciência de si mesma e de sua individualidade. Enfim, a sobrevivência ilimitada aparece como uma condição essencial da felicidade perfeita: não se pode ser verdadeiramente feliz, quando não está convicto de jamais perder o bem que se possui.

A alma é, então, de direito, imortal. Para tanto, é necessário que nenhuma força exterior à alma venha aniquilá-la.

Ora, apenas aquele que cria pode aniquilar. Deus, e apenas Deus, poderia lançar a alma para o nada, de onde a retirou pelo Seu poder. Mas a razão nos prova que Ele não o fará e que não deu a alma uma natureza imortal a não ser para garantir-lhe, de fato, a imortalidade. Sua sabedoria e Sua bondade exigem.

A sabedoria do Criador exige que Ele não destrua a Sua obra; o arquiteto não constrói para demolir, e Deus não deu à alma uma natureza incorruptível para lançá-lo ao nada.

A bondade de Deus exige que a alma desfrute desta imortalidade, sem a qual suas aspirações mais ardentes e mais profundas ficariam insatisfeitas. Frustrada em suas tendências essenciais, a alma humana teria uma sorte pior que a dos animais que, ao menos, atingem seu fim, e estaria fadada ao desespero. Mas isto seria indigno da bondade divina. Assim, de direito como de fato, a alma é imortal, de uma imortalidade pessoal e sem fim.

MEMÓRIA APÓS A MORTE NO EVANGELHO DE LUCAS 16:19-31

Algumas Bíblias colocaram o Título nesta passagem como “A Parábola do rico e Lázaro”. Tal engano resultou na mudança literária do texto e tirou a real compreensão da leitura. Este relato não é uma Parábola. Parábola é uma modalidade de narrativa que não trás nomes de pessoas. Observa-se claramente os nomes de Abraão e Lázaro indicando que este foi um fato real e não uma Parábola. Também, vale lembrar que títulos não fazem parte da Bíblia, foram colocados para ajudar a identificar a ideia central do texto, porém, neste caso atrapalhou. De posse desta compreensão vamos para o texto em questão:

A “PARÁBOLA” DO RICO E LÁZARO

  • 19 – Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.
  • 20 – Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele. Haverá lembranças após a morte?
  • 21 – E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.
  • 22 – E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado. Haverá lembranças após a morte?
  • 23 – E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu  ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio. 
  • 24 – E, clamando, disse: Abraão, meu pai, tem misericórdia de mim e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. ?
  • 25 – Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado.
  • 26 – E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá.
  • 27 – E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai,
  • 28 – pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Haverá lembranças após a morte?
  • 29 – Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.
  • 30 – E disse ele: Não, Abraão, meu pai; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.
  • 31 – Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.

ANÁLISE DO TEXTO

  1. Não é Parábola porque existem pessoas reais: Lázaro, Abraão, Profetas, Moisés.
  2. A conversa ocorre entre mortos: versículo 22 “mendigo morreu-morreu também o rico”. Como é possível morto conversar se não há vida após a morte? O texto indica o contrário e é uma forte evidência que existe vida após a morte.
  3. Os mortos podem ver: Versículo 23. “e no Hades ‘ergueu os olhos’ e viu Abraão e Lázaro”.
  4. Os mortos salvos não sofrem, mas, os não salvos sofrem: Versículo 23. “Estando em tormento, Abraão e Lázaro no seu Seio”.
  5. Os mortos estão conscientes: Versículo 24. Ao chamar Abraão de pai o rico sabia que o nome Abraão tem origem na palavra “Abba”, ou seja, pai de multidões. Também tinha conhecimento que Lázaro e Abraão não sofriam, por isso, pediu misericórdia para eles.
  6. Os mortos têm lembranças boas e ruins: versículo 25. A palavra dita ao rico “Lembra-te”, só faria sentido para alguém que possui uma memória ativa. Se os mortos estão inconscientes, então, este versículo não faz o menor sentido.
  7. Os mortos têm lembranças boas e ruins: versículo 25. Recebeste seus bens (lembrança boa). Lázaro recebeu somente males (lembrança ruim). O versículo mostra claramente que havia lembranças tanto boas como ruins nos dois lados.
  8. Os mortos sabem sobre suas limitações: versículo 26 (está posto uma barreira – abismo). Ou seja, espaços demarcados e limitados para ambos.
  9. Os mortos têm lembranças dos que ficaram na terra: versículos 27 e 28 (tenho 5 irmãos). É visível a preocupação do rico com os seus irmãos que ficaram na terra. Não há como negar que os mortos lembram claramente das coisas que ocorreram e estão ocorrendo na terra.
  10. Havia lembrança sobre a pregação dos homens de Deus e as consequências para quem rejeitasse: versículo 29 (Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos).
  11. Os mortos não tem acesso a terra: versículo 31- A expressão “ainda que”, indica que há uma barreira intransponível para mortos acessarem a terra.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

HAVERÁ LEMBRANÇAS APÓS A MORTE? BOAS E RUINS? PARA SALVOS E NÃO SALVOS?

Haverá lembranças após a morte? boas e ruins? Entendemos que sim, pois, apagar as lembranças ruins é apagar parte da identidade. Esta resposta logo vem acompanhada da pergunta: As lembranças sobre os nossos familiares e amigos que não foram salvos, também, não nos fará sofrer? A resposta é não!

Lembre-se, que o sofrimento entrou na terra após o pecado e é decorrente dele. Antes do pecado Adão e Eva não sofriam e após a morte os pecados dos salvos serão retirados. Assim, sem pecado não há sofrimento. Deus promete enxugar toda lágrima. Mesmo tendo lembranças ruins não há motivo para sofrimento, haja vista, o pecado não existe mais.

Jesus sofreu e foi humilhado, passou por todas as mazelas da vida e foi crucificado. Depois ressuscitou e ascendeu-se aos céus. Quanta lembrança ruim Jesus levou da sua passagem por esta terra. Logo devemos perguntar: Será que estas lembranças foram apagadas da memória Dele? É óbvio que não! Ele se lembra de cada chicotada e de cada passo com aquela cruz, ele se lembra dos cravos e da coroa de espinhos, ele lembra que foi rejeitado e tratado como mal feitor.

Um dia seremos julgados pelas obras boas ruins e pelas nossas palavras também boas e ruins. Se as lembranças ruins forem apagadas, então, como prestaremos contas das nossas ações? Seria impossível.

Parece incoerente que um salvo preserve lembranças ruins, então, para que servirá estas lembranças na Eternidade? A história pode ser dividida em quatro partes, veja o quadro abaixo:

Entendemos que a criação de Deus (seja anjo, seja humano) não foi criada de uma forma robótica, ou seja, sem livre arbítrio. Deus é amor e o amor só pode ser oferecido e nunca imposto. Qualquer forma de amor aplicado à força seria uma ditadura do amor, então, Deus seria um tirano. O amor precisa ser aceito ou rejeitado, e isto implica uma escolha.

Princípio – antes da criação do homem, “Lúcifer” (se é que podemos chamar assim) exerceu seu livre arbítrio e decidiu ser igual a Deus. Isto só foi possível devido a livre escolha. Deus tinha poder e poderia ter esmagado a rebelião dele imediatamente, mas não esmagou, por quê? As razões são as seguintes:HAVERÁ LEMBRANÇAS APÓS A MORTE?

  • Ele não estaria respeitando o próprio livre arbítrio que ele deu. Não deixar rebelar seria violar a liberdade.
  • Ele poderia ser questionado pelos próprios anjos de que realmente Deus era um Deus tirano.
  • Deus deixou  a história prosseguir segundo a rebelião de Satanás para mostrar as consequências que ela traria. Mas, em algum ponto desta história ele vai tratar com o pecado e trazer a criação para o projeto original.

Criação do homem no Éden – Sem pecado, sem dor, sem sofrimento, sem morte. Desfrutava do Paraíso e exercia seu Livre Arbítrio. 


Período da queda – O homem tornou-se uma criatura rebelada contra o seu criador. Juntamente com a rebelião e a escolha de seguir o caminho sem Deus. Veio também ´`a morte, o sofrimento e todas as mazelas que conhecemos hoje (crimes, guerras, egoísmo, inveja, interesse pessoal, doenças, deformidades físicas, poluição do meio ambiente e destruição do planeta). 

ESTE É O CENÁRIO DE UM MUNDO SEM DEUS

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ETERNIDADE – Se em todas as etapas citadas acima haviam Livre Arbítrio, então, é óbvio pensar que na Eternidade também terá, caso contrário todos serão apenas robôs guiados e manipulados por Deus, porém, isto é impensável.  Eis ai a razão das lembranças ruins serem preservadas. Qual ser angelical ousaria começar tudo de novo através de uma nova rebelião?

Quando Lúcifer rebelou ele não sabia ao certo o efeito de sua rebelião. Mas, Deus deixou prosseguir a história para mostrar as consequências trágicas. No entanto, todos os que estiverem na Eternidade (sejam anjos ou humanos) terão plena lembrança e jamais se rebelarão novamente. Principalmente, sabendo o destino que Satanás teve (lançado no lago de fogo Apocalipse 20:10).

    Novo testamento   

   ANTIGO TESTAMENTO

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