IGREJA HOSPITAL OU TRIBUNAL

IGREJA HOSPITAL OU TRIBUNAL? Para onde Ruma a igreja

IGREJA HOSPITAL OU TRIBUNAL?

Igreja hospital ou tribunal? A palavra igreja é constantemente pronunciada e muito mencionada em quase todas as conversas entre os cristãos. Mas, embora seja muito falada, no entanto, pouco refletida. Afinal, qual o conceito de igreja? Como a definimos? Ela cumpre o papel para o qual foi designado pelo Senhor Jesus? Este Artigo pretende provocar uma discussão saudável para ajudar você leitor encontrar respostas para as indagações citadas acima.

O que sabemos é que existem hoje três tipos de igrejas vigentes em operação. A extrema conservadora que, desde os tempos antigos, pela sua rigidez nos dogmas criados por homens. Rumou o caminho da exclusão de membros que não se submetiam ao sistema imposto por duras regras. Esta igreja, por sua ignorância afastou muitas pessoas da presença de Deus e, como consequência, grande parte delas se desviaram e morreram sem salvação.

A igreja liberal que regida pela teologia também liberal é a outra que compõe o outro extremo. Aqui tudo pode, inclusive, fazer festa de Halloween e participar dela, pular carnaval gospel, aceitar o homossexualismo e outros desvios comportamentais. Nesta igreja as pessoas querem um Deus que as abençoe em seus pecados e não um Deus que as livre deles.

Há também um terceiro grupo que encontrou um ponto de equilíbrio entre os extremos. Este grupo ao mesmo tempo em que acolhe e cuida, também, mantém o temor e o cuidado de não deixar que suas ovelhas sem rumo e desorientadas se percam pelo caminho. Infelizmente, esta igreja é a minoria.

IGREJA COMO A DEFINIMOS?

O termo igreja hoje em todas as vertentes do cristianismo se aplica cada vez mais a um edifício de alvenaria ou a um sistema religioso. Por vezes, são empreendimentos meramente humanos, chamados de “igreja” e ao se intitularem assim, os investimentos recaem sobre os luxuosos e milionários templos erguidos à custa da miséria de um povo sofrido que levantam de madrugada para trabalhar e fazer a fortuna de lideres inescrupulosos e “supostamente” carismáticos.

Se por um lado a igreja “organização” é valorizada e assistida. Em contrapartida a igreja “organismo” composta por pessoas, é desprezada e invisível. É como se ela existisse só para manter a organização em funcionamento e crescimento. Vamos analisar uma passagem bíblica que nos ajudará compreender melhor esta questão:

João 2

  • 13 – E estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
  • 14 – E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados.
  • 15 – E, tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, bem como os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas,
  • 16 – e disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes e não façais da casa de meu Pai casa de vendas.
  • 17 – E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorará.
  • 18 – Responderam, pois, os judeus e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isso?
  • 19 – Jesus respondeu e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.
  • 20 – Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos, foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?

Um leitor atento logo percebe nas entrelinhas deste texto que Jesus estava mudando radicalmente o paradigma do templo. O primeiro templo que era uma construção de alvenaria, cujo tempo para ser erguido foi 46 anos. O Senhor Jesus depois de indignar-se e derrubar a mesa dos cambistas, deixou bem claro que a casa de Deus não era local para comercio e muito menos para acumulo de riquezas. 

Porém, o mais curioso foi quando ele disse para derrubar o templo que ele iria reconstruí-lo em três dias. Os judeus não entenderam o que Jesus disse e jamais entenderiam. Suas atenções estavam completamente fixadas nas oponentes fachadas do prédio e na beleza que dele emanava. Não podiam contemplar que Jesus falava de sua morte e ressurreição em três dias. Isto resultou numa ignorante ironia: “Este templo levou 46 anos para ser construído e agora este Galileu disse que pode reconstruí-lo em três dias”.

A mudança de um templo edifício estava mudando para um templo “humano”. É isto mesmo, caro amigo leitor! A reconstrução do templo passaria pela morte e ressurreição de Jesus. Após sua ressurreição, o templo somos nós, os humanos. E todo investimento tem que ser direcionado para as pessoas.

É interessante que Jesus em Mateus 24 afirmou que não ficaria naquele templo pedra sobre pedra, tudo seria derrubado. E aconteceu exatamente como ele disse. No ano 70 dC Jerusalém foi destruída sob o comando do General Tito. Após isto, os judeus foram espalhados pelo mundo e, mesmo com a formação do novo Estado de Israel em 1948 eles continuam sem o templo. Embora tenham todo o material para reconstruí-lo, no entanto, não podem porque no local está erguida a mesquita de Omar.

Entendemos que o próprio Deus não lhes permite reconstruir. Se isto acontecesse eles voltariam sua atenção para a alvenaria, desviando assim o verdadeiro propósito do novo templo.

Agora que entendemos quem é o templo e onde a igreja deve fixar sua atenção. Vamos ver se o templo de Salomão erguido pelo bispo Edir Macedo, resiste a uma análise mais criteriosa e justifica-se os valores faraônicos gastos na sua construção:

Segundo o Site UOL Notícias foram gastos 680 milhões de reais, confiram a matéria completa:

https://bit.ly/2LXdTMb

Este valor daria para construir uma casa popular para todos os moradores de rua no entorno do templo e em toda região do Brás, local que possui uma grande concentração de mendigos moradores de rua. São pessoas humanas que dormem nas calçadas frias e passam fome. A imagem destas pessoas se perdem no contraste do luxuoso templo de Salomão, elas são invisíveis aos olhos dos frequentadores deste templo.

A pergunta é obvia. Jesus usaria este dinheiro para construir um templo ou construiria casas para os moradores de rua? Lembrem-se que o templo são as pessoas e não paredes e concreto.

Bem, por um momento desviamos o propósito inicial deste Artigo que é tratar do tema Igreja hospital ou tribunal? Mas foi necessária esta abordagem para compreendermos melhor o que se segue. Voltamos ao tema inicial.

IGREJA HOSPITAL OU TRIBUNAL?

Igreja hospital ou tribunal? A igreja Tribunal. Parte do caos doutrinário da igreja evangélica rígida repousa-se no excesso de revelações  e na pretensa reivindicação de “homens e mulheres” especiais de Deus. Possuidores de uma “suposta” espiritualidade elevada, produto de um relacionamento especial com Deus. Quem determina a “verdade” são os chamados “especiais de Deus” e não a Palavra como fonte primaria de orientação.

O resultado disto é a formação dos supercrentes, os intocáveis e superiores ao demais, cujo desfecho é a exclusão dos inferiores “rebeldes e pecadores”. Esta igreja tornou-se num tribunal não somente para julgar, mas, também para criar um ambiente de medo, hipocrisia e geradora de neurose induzida.

Não se pretende aqui dar nomes aos “bois”, mas apontar a realidade de sua existência. Segundo os próprios crentes, a radicalidade das regras, exigências e imposições de condutas aos fiéis, gera hipocrisia no relacionamento entre eles. Como recurso de autodefesa, muitos deles “se fazem de santos” apenas dentro da igreja ou na companhia dos seus irmãos de fé.

Não se pode negar que qualquer ser humano em sua boa sanidade, tem medo e foge de tribunais. Ninguém quer ser réu ou objeto de acusação, mesmo que isto ocorra numa igreja.

IGREJA HOSPITAL

Este é o modelo bíblico. Agostinho de Hipona foi muito feliz ao comparar a Igreja com um hospital cheio de pessoas doentes pelo pecado dispostas a entregar-se aos cuidados do médico Jesus.

Se visitarmos um hospital, certamente, só veremos pessoas doentes ali; com exceção dos profissionais. Todos estão e permanecem até que a cura vem por completo, alguns com doenças mais graves necessitam de medicamentos mais fortes e mais prolongados. Enquanto outros, às vezes, um simples analgésico resolve. Todavia, todos estão doentes e precisam de tratamento.

Na igreja não é diferente, o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos é categórico em afirmar:

Romanos 3:23 – ARC

  • Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus,

Romanos 3:10 – ARC

  • Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.

Todos na igreja estão doentes pelo pecado, seja membros, obreiros ou pastores. Ninguém escapa e ninguém é melhor que o outro. São doenças diferentes, pecados desiguais. Mas todos precisam do hospital espiritual chamado igreja.

Agora imagina um doente problemático no hospital, aquele que só dá trabalho para os médicos e enfermeiros. Assim, o médico decide expulsá-lo do hospital. O que acontecerá? Certamente sua doença vai se agravar e em decorrência disto ele morrerá. Neste caso o hospital perde sua função de tratar e curar.

Se aplicarmos a mesma regra na igreja, o resultado não será diferente. Se um crente é problemático, aliás, quanto mais problemático mais ele precisa ser tratado. Alguns recebem uma mensagem mais forte de correção e cura, enquanto outros são mais fiéis e obedientes recebem um “medicamento” mais fraco. O que não se pode nem pensar é em excluir um membro da igreja. Primeiro porque a igreja perde a função de hospital, depois porque o crente excluído vai morrer em sua doença.

Entende-se que toda humanidade está doente pelo pecado, inclusive, nós os cristãos. A diferença entre os cristãos e aqueles que rejeitam Jesus, é que nós temos um hospital que é a Igreja. O Médico que é Jesus e o Remédio que é a Palavra. Eles são doentes sem hospital, médico e remédio.

Durante a semana ficamos doentes pelo pecado e, cada vez que vamos a igreja recebemos o remédio e ficamos curados. Assim fazemos sucessivamente até o dia em que o pecado será completamente removido por Jesus.

A morte de Cristo purifica o pecador tanto da culpa moral quanto do poder espiritual do pecado. Ele quebra o poder do pecado e liberta o prisioneiro.

POR QUE O CRISTÃO CONTINUA A PECAR?

A hipocrisia dos cristãos é fonte constante de queixa e uma enorme barreira para o trabalho de evangelismo. O que fazer a respeito? A resposta é óbvia: O cristianismo proclama a realidade do pecado, e não a perfeição da natureza humana. Se os crentes erram, se as coisas dão errado no mundo, isso é prova de que a igreja está certa. A Igreja está com a razão não porque seus filhos não pecam; pelo contrário, é justamente porque eles pecam que ela tem razão de existir. Em outras palavras, um hospital só existe porque existem os doentes.

No cristianismo há elementos passados, presentes e futuros:

Passado – a morte de Jesus nos libertou da penalidade do pecado.

Presente – estamos sendo libertos do poder do pecado.

Futuro – seremos libertos da presença do pecado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A missão da igreja é oferecer terapia espiritual. A igreja como hospital, o médico que trata (Jesus), o Remédio que cura (A Palavra).

Cada pecador que entra na igreja é um doente espiritual, machucado pelo pecado, em busca de alivio para suas dores e cura para suas mazelas.

O pecador deve ser visto na ótica de alguém que fere, mas que também é ferido. Ao mesmo tempo em que é agressor ele também é vitima de uma sociedade egoísta, individualista que busca seus próprios interesses, no qual os cristãos também estão incluídos.

O pecador é alguém que fere os princípios bíblicos e ao mesmo tempo é ferido pelo pecado. Ele agride a si mesmo e em contrapartida é uma vitima do pecado.

O problema mais grave é que temos o péssimo hábito de olhar para nosso irmão como agressor que fere e não como uma vítima ferida. E ao mesmo tempo caímos numa armadilha que nos aprisiona numa redoma de conforto e perigo. Conforto por aceitar e conformar com nossa atitude hostil. Perigo de nos tornar meros julgadores.

Jesus olhava para os pecadores não como agressores que ferem, mas como vítimas feridas e machucadas pelo pecado.

Se a igreja quiser cumprir sua missão, precisa mudar sua visão do pecador como alguém doente no leito de dor e sofrimento, cujo único remédio é o amor de Deus. O dia em que a igreja deixar de restaurar pecadores, perderá a razão de sua existência.

Bem, vamos ficando por aqui com nossa reflexão sobre igreja hospital ou tribunal? Queremos saber sua opinião, ela é importante para nos ajudar a construir um padrão de vida cristã com menos erros e mais acertos. Deixa um comentário abaixo. E se você gostou compartilhe com seus amigos para que eles também possam ter acesso a este material. Que o Eterno vos abençoe.

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